Tem que ser você

Oi minha gente!!!

Hoje resolvi bater papo, então senta aí que tem textão…

Desde o início do ano, venho pensando, repensando e planejando tudo. Minha vida, minha carreira, minha saúde, o blog, o canal. 2016 não foi um ano fácil. Eu trabalhava, não era feliz no trabalho que eu tinha, voltei a ficar depressiva, ter crises de pânico, descobri um teratoma no ovário, tive explicações diferentes do diagnóstico, minha mãe fez duas cirurgias, precisou fazer quimioterapia de novo, saí do trabalho, voltei a gravar vídeo, me dedicar ao blog… Tanta coisa, e tava tudo bem? Mais ou menos.

O que eu quero falar hoje é como eu me sinto… Ultimamente eu estava super desanimada com tudo. Infeliz comigo, infeliz com meu corpo, frustrada com tudo. O combo teratoma + hormônio (anticoncepcional) me fizeram engordar quase 30kg. Por isso as fotos só de rosto. E o desânimo que ficou sobre mim, me fez desanimar de tudo, até de me arrumar, e incrivelmente isso não fazia com que eu me sentisse diminuída, ou mais feia. Acho que meu pisicológico estava tão ruim, que estar gorda e andar toda largada (porque sim, eu larguei de mim. Me descuidei de tudo), nem me incomodava mais como seria algum tempo atrás.
Relembrando todo meu histórico de de baixa auto estima, passei a ser forte assim, quando realmente me dei conta de que ninguém tem o direito de me julgar/zuar/diminuir pelo meu corpo, mas pior que isso é EU fazer isso tudo comigo. Então, eu também não tenho o direito de me sentir inferior. Sério isso é algo pra guardar na caixinha da vida. Quando você se magoa, é pior que os outros te magoando. Mas todo esse meu discurso entusiasta, não quer dizer que eu esteja super feliz com a minha aparência. Digamos que estou numa fase de auto estima eletrocardiograma, uma hora tá em cima, depois desce… Coisas da vida, né?

E em relação ao blog??? Com esse não tava feliz faz tempo. O nome, o conteúdo. Nossa, sabe quando tá tudo mais do mesmo? Nem parece com o blog que eu tinha há uns 5, 6 anos atrás. Cadê Cássia? Era isso que eu me perguntava.
Bolei textos e resenhas na mente, mas quando vinha escrever, minhas impressões sobre os produtos ficava tão vaga… Sério, eu me questionei quando comecei a fazer serviço porco. Cheguei a conclusão que preciso voltar a ser o que eu era, a escrever (que é o que amo fazer), a informar, a agregar valor pras pessoas. Pode ter um dia que eu escreva algo que é exatamente o que você tá precisando ler. Ou um comentário seu, é o que eu precisava. Eu realmente preciso de tudo que for leve.
Se as leitoras vão gostar eu não sei, se vai dar certo, também não sei. Mas tudo tem que ser feito com amor, você precisa transmitir para as outras pessoas tudo aquilo que você acredita, se não, nunca vai dar certo.

Vou deixar de falar sobre beleza? Jamais! Só que agora com o que realmente seja bom, que faça diferença. Postar só pra ter mais um post não dá mais! Ou talvez ser mais atenciosa e criteriosa com o que faço. Mais dedicada.
E preciso ouvir, quero saber o que vocês tem a me dizer, o que tem curiosidade, o que querem mesmo que eu traga pro blog. Quero fazer além de uma coisa bacana, um blog que eu também gostaria de ser leitora.

Se você tem alguma dúvida, quer dar uma opinião, quer abrir o coração, pode mandar email, mensagem no facebook, no instagram, pombo correio, sinal de fumaça que eu atendo!!! E adoro!

Sabe o que me fez mudar o pensamento, ver que preciso pensar em mim e não ficar mais seguindo a maré, foi ler posts do Futilidades e alguns grupos do Facebook. As vezes bater papo, ouvir as experiências dos outros traz muito a acrescentar pras nossas vidas. Sempre é possível aprimorar o melhor que temos dentro de nós.

Lembra que o importante é você se sentir bem, daí pra frente corra atrás do seu sucesso.

Beijos!



Depressão! Todo mundo pode ter…

Falar sobre esse assunto, é algo a se pensar muito primeiro. Uma hora a gente quer expor, depois não quer mais. Só que ao mesmo rola aquela vontade de compartilhar e ajudar quem passa pela mesma situação.

Desde nova, eu sempre tive a tendência a ficar mal por qualquer coisa. Sofri muito bullying, e ficar chateada era normal. Por mais que eu nem sempre tenha papas na língua, e dar um fora em alguém seja até fácil, sempre uma coisa ou outra era absorvida, e eu chorava, não queria ir a escola e etc.

Além de depressão, tive síndrome do pânico. A primeira vez com 15 anos. A mudança pra uma escola nova, com um método de ensino diferente, pessoas diferentes… Era tudo tão novo, mas tão novo, tão diferente do que eu vivia, que fiquei doidinha. Sim surtei total. A auto estima nem existia mais. Foi um ano extremamente complicado.
Já com 19 anos, eu estava super bem. Fazia faculdade, tinha meu primeiro emprego, e sofri um assalto. Foi horrível. Confesso que apesar do tempo, não me recuperei totalmente. Não consigo pegar um ônibus até hoje.
A pior época. Fiquei mal de verdade. Não socializava, vivia trancada, em 1 mês emagreci 8 kg, não dormia, vivia mal humorada, ou dopada.

Mas porque eu estou contando essas coisas? Porque sempre vejo alguém mal, ou passando pelo que eu passei, ou passo. Quem me vê me acha super bem, mas tem dias que as coisas não ficam bem. Que eu quero morrer, ou não quero ver ninguém. Já teve dias de eu acordar, e perguntar a Deus porque eu acordei. Mas tem dia que ainda bem que acordei.
Hoje eu vivo bem sem remédios, mas já tomei tarja preta, tarja vermelha. E isso foi durante bastante tempo. E nunca me envergonhei disso. Já teve cara que disse que não ficava comigo porque eu tomava remédios, outro que disse que precisava de uma mulher sadia. Mas eu tinha uma coisa muito certa em mente: eles não pagam meus remédios, então não tem porque dar opinião. E opiniões sempre vão ter. Mas você sabe o que passa, o que sente, e como você precisa se cuidar. Ninguém precisa saber que você toma remédios, e se souber, não tem nada a ver com isso.

Todo mundo julga, todo mundo acha que pode solucionar seu problema, mas ninguém tá na sua pele. Tem dia que eu estou na merda, tem dia que não quero me arrumar, tem dia que não quero sair de casa. Já tiveram dias de eu nem querer tomar banho, ou de me afogar em lágrimas. E sim, eu já pensei em me matar. Mas sobrevivi a isso tudo. Ah, sem esquecer que todo mês na TPM é um sofrimento só.
No ano passado, quando minha mãe estava fazendo tratamento contra o câncer de mama, eu ainda tive umas crises de ansiedade. Mas nada que me fizesse ficar daquele jeito.

O blog surgiu na minha vida, no meio de um turbilhão. E foi daí que comecei a usar um monte de maquiagem. Naquele sofrimento todo, me dei conta que eu já estava sofrendo tando, e me preocupar com a forma que eu me via no espelho, seria pior. Então eu não andava desarrumada, e me maquiava até pra ficar em casa. E naquele momento foi a melhor coisa que me aconteceu.

Agora, eu estou bem. Tive momentos chatos esse ano, desencontros amorosos, coisas que me fizeram ficar de cama. Mas me reergui. E assim eu sigo. Entre trancos e barracos, mas estou seguindo. Não é fácil, não estou satisfeita com meu corpo, me acho ridícula quando me olho no espelho, fico triste, só que depois as coisas passam.
Existe muita gente pra deixar tudo pior, e em muitos momentos, eu só queria alguém que me escutasse. Sim, me escutasse, sem apontar meus erros. E pra isso eu estou aqui. Você que está passando por uma situação ruim, e quer conversar com alguém, ou passou por algo como eu, e quer compartilhar. Manda um email pra mim. Não vou expor ninguém, mas no que eu puder ajudar… Pode falar.

E saiba, que ter uma “limitação” emocional, não te torna pior do que ninguém.

Email: contato@gavetadecima.com

xoxo